Pés inchados na gravidez: conheça as causas e saiba como evitar

Você não precisa sofrer com os inchaços durante a gravidez: saiba como cuidar de si mesma na gestação!

É bastante comum que as mulheres experimentem desconfortos durante o período de gestação. Um dos mais frequentes são os tornozelos e pés inchados na gravidez, que podem até mesmo atrapalhar o uso de sapatos e dificultar a caminhada a partir do sexto mês.

As causas são várias; então, o que você acha de conhecê-las uma a uma, para tentar amenizar a situação? Fique com a gente e aproveite as dicas selecionadas a dedo para tornar a sua gravidez ainda mais tranquila e especial, com o mínimo de desconforto!

Causas do inchaço dos pés na gravidez

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por diversas alterações. Esse aumento de volume pode comprimir algumas veias, dificultar a circulação e pressionar outros membros, fazendo com que eles inchem.

Por isso, além de se preocupar com os cuidados com o recém-nascido, fique atenta aos problemas que você pode enfrentar ainda antes de dar à luz. Afinal, existem diversas outras condições que provocam os temidos pés inchados durante a gravidez. Quer saber quais são? Então, fique ligada!

Retenção de líquidos

Caso você não saiba, até o final da gestação, seu corpo aumenta a quantidade de sangue em 40% a 50% do volume total. Isso, porque o organismo precisa dar conta das demandas dos corpos da mãe e do bebê.

Com isso, é normal que aumente a retenção de líquidos quando o sangue tem mais dificuldade para circular. Nessas horas, os vasos sanguíneos dilatam e ocupam os espaços entre as células — efeito que percebemos como inchaço.

Trombose

Um inchaço repentino e isolado, em apenas uma das pernas, com dor, calor e vermelhidão, pode indicar uma trombose. Nesse caso, há a formação de um coágulo dentro da veia ou artéria. Isso é perigoso e pode até mesmo provocar o comprometimento da placenta, afetando o bebê e a mãe.

É preciso ter cuidado redobrado com essa situação, especialmente se você já teve algum caso na família, ganhou peso excessivo durante a gestação, utilizou hormônios por muito tempo ou tem varizes calibrosas, por exemplo. Baixe alguns apps para mães para entender se os sintomas que você tem são considerados normais.

Calor excessivo

Grávidas que terminam suas gestações no verão tendem a sofrer muito mais com os inchaços do que aquelas que passam por esse período em estações mais frias. O calor dilata os vasos sanguíneos, para tentar resfriar o corpo e ajustar a sua temperatura.

Quando isso acontece, a circulação fica mais lenta. Então, o sangue se acumula nas veias, o que leva os tecidos a absorver parte dos líquidos do sangue e resulta nos edemas ou inchaço.

Pré-eclâmpsia

O inchaço que afeta também o rosto e as mãos pode ser um sinal de pré-eclâmpsia. Esse é um problema grave de aumento da pressão arterial que oferece riscos para a vida da mãe e do bebê. Logo, é imprescindível ficar ligada aos sinais e acionar o obstetra assim que notar sintomas como:

  • dor de cabeça;
  • visão turva ou com pontos de luz;
  • perda de proteína na urina.

Diabetes gestacional

Os sintomas da diabetes gestacional costumam passar despercebidos pelas mamães. Isso, porque eles incluem alterações de fome e sede, vontade frequente de urinar, cansaço, ganho excessivo de peso e inchaço — todos comuns na gravidez. Trata-se de uma doença silenciosa.

Por isso, o importante é manter os exames em dia, verificando os níveis de açúcar no sangue e intervindo com tratamento o quanto antes. Na maioria dos casos, ela desaparece depois do nascimento do bebê, desde que as orientações médicas sejam seguidas à risca.

Celulite

Diferentemente da celulite estética, que causa acúmulo de gordura em partes específicas, essa é uma condição de infecção da pele por bactérias. Ela vem acompanhada de sensibilidade local, vermelhidão, edema e formigamento.

Os quadros mais graves podem incluir febre. A região mais afetada costuma ser a das pernas, mas ela também pode surgir em outras partes do corpo.

Leia também: Como evitar estrias na gravidez? 

Dicas para evitar esse problema

Na maioria dos casos, ter os pés inchados na gravidez não é indício de algo prejudicial para a saúde nem da mãe, nem do bebê. No entanto, quando ele se espalha para outras partes do corpo ou não diminui de intensidade mesmo depois de um repouso, é importante reforçar a atenção.

Caso isso aconteça, acione seu médico e explique a situação, além de relatar quaisquer outros sintomas que esteja sentindo. O médico fará um acompanhamento detalhado, analisando se alguma situação se agravou de uma consulta para outra.

Em todo caso, carregar uma barriga enorme e com alguns quilos nas costas já não é uma tarefa muito fácil. Fazer isso tudo com os pés inchados é ainda pior. Por isso, separamos algumas dicas para ajudar a aliviar o desconforto nessa reta final. Veja só!

Reduza o consumo de alimentos industrializados

Alimentos com alto teor de sódio e muito processados são prejudiciais para a sua saúde como um todo, mas podem ser ainda piores para os pés inchados na gravidez. Por isso, o interessante é ficar longe do sal, das frituras e dos industrializados.

Beba bastante água

Pode não parecer, mas beber bastante água é, na verdade, o que vai ajudar o seu corpo a não reter tanto líquido. Quando você está hidratada, seu organismo entende que não precisa estocar líquidos. Então, você não incha tanto. O recomendado é ingerir entre 2 e 3 litros todos os dias.

Evite roupas e sapatos apertados

Roupas justas e apertadas, bem como sapatos desconfortáveis, são contraindicados para as futuras mamães. Essas peças não favorecem a circulação de sangue e agravam o inchaço, além de aumentarem a sensação de peso nas pernas. Prefira roupas mais soltas e calçados apropriados.

Evite o ganho excessivo de peso

Ganhar peso de forma exagerada é um agravante a ser evitado durante a gestação. Para afastar esse tipo de problema e impedir que ele venha a intensificar os pés inchados na gravidez, adote uma alimentação equilibrada desde o início. Uma dica é consumir alimentos diuréticos, como a beterraba, a laranja e o pepino.

Fonte: Granado Bebê 

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