Pré-natal psicológico: por que é tão importante cuidar da mente na gestação?

A saúde física da gestante é monitorada constantemente ao longo da gravidez, mas e a saúde mental? Pois, saiba que a saúde psicológica é tão importante quanto a física. E na gravidez, isso tem até nome: “pré-natal psicológico”.

Quando a mulher começa a gerar uma nova vida, os hormônios ficam “à flor da pele” e as mudanças físicas e emocionais são profundas. Por isso, estar atenta à saúde mental — e até apostar no acompanhamento de um profissional da área —, pode trazer inúmeros benefícios. Um atendimento especializado é capaz de diagnosticar precocemente algo que não vai bem, evitando, por exemplo, uma depressão, que pode ser pré-existente e se intensificar, ou pode começar durante a gestação ou no pós-parto.

A mulher também pode buscar ajuda em situações que são bastante comuns durante a gestação, como:
– Ansiedade em relação às mudanças que estão por vir;
– Dificuldade no relacionamento com o parceiro ou medo das mudanças no relacionamento após o parto;
– Insegurança em relação à capacidade de ser uma boa mãe;
– Preocupações em relação ao vínculo com o bebê;
– Angústias sobre a relação com os filhos mais velhos;
– Medo de lidar com gestações de múltiplos;
– Preocupações financeiras;
– Frustração em relação ao corpo que está mudando;
Medo do parto;
– Preocupação com o futuro da carreira.

Segundo o ginecologista e obstetra Alberto d’Áuria, diretor do Centro de Medicina Integrativa do Hospital e Maternidade Pro Matre, em São Paulo, a “obstetrícia clássica”, muitas vezes, “esquece que está diante de um ser-humano que atravessa um dos ritos de passagem mais importantes da existência da vida da mulher, que é a transformação da mulher em mãe”. “Essa transformação é de extrema gravidade no que diz respeito à toda essa explosão hormonal que existe dentro do cérebro. Nesse período, ocorre uma transformação metabólicas; as glândulas produzem hormônios de forma diferente; há o fato de ceder o corpo, isto é, o consentimento no que diz respeito à permissão para ocupação desse corpo para outro ser humano; a responsabilidade que virá pela frente; a preocupação e tudo aquilo que rodeia o fato de ser mãe, pois a mulher sabe que não será algo temporário, mas pelo resto da sua existência”, pontuou.

“Então, é importante que se saiba como está a mente diante desse momento de transformação, de passagem ‘mulher-mãe’. Os hormônios gestacionais deixam o cérebro preparado pra isso, mas é um preparo que merece apoio e ajuda. É importante ouvir como ela se sente e estar atento ao momento em que se pode ajudá-la no enfrentamento dessa mudança. E isso tudo deve acontecer de forma bastante saudável para que ela consiga gerar outra cabeça saudável, diante da transformação dentro do útero. Então, é de fundamental importância que todas possam ser ouvidas e recebam apoio para que o pré-natal avance de forma tranquila e que a gestação finalize também de forma saudável, evitando descompassos no pós-parto, como psicose puerperal, depressão e o próprio baby blues, que acontece com tanta frequência hoje”, finalizou.

Fonte: Revista Crescer

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