Até quando amamentar

Foi duro, mas você conseguiu! Driblando palpites daqui, falatórios de lá, experimentando prazeres e amargando dúvidas, você foi em frente. Conseguiu manter a amamentação exclusiva do seu bebê, que já está com seis meses e começa a experimentar outros alimentos. Mas e agora? É hora de suspender o aleitamento? Nada disso. Segundo a Organização Mundial da Saúde e todas as instituições e órgãos não governamentais que estudam e divulgam este assunto eles são unanimes em sua orientação: a amamentação é essencial no primeiro ano de vida, mas de preferência deve continuar até a criança completar dois anos. Ou mais.

As razões para se prolongar o período de amamentação são várias mas visam, basicamente, dois pontos principais: manter a qualidade do vínculo emocional mão e filho e continuar protegendo a criança de organismos estranhos que possam causar algumas infecções e processos alérgicos.

Motivos para manter a amamentação, como se vê não faltam. Porém é preciso que você esteja afim. Para quem se propõe, há sempre uma solução para possíveis contratempos. No caso de uma viagem, por exemplo, quando se tem que ficar longe da criança, a recomendação é que “ordenhe” o leite algumas vezes ao dia para que a produção seja mantida. O mesmo procedimento deve ser usado quando a mãe volta a trabalhar e precisa diminuir a frequência das mamadas: deve-se “tirar” o leite até que o próprio organismo se ajuste ao novo ritmo. Caso resolva continuar dando de mamar, saiba que tem tudo a seu favor. Entregue-se a este ato, sem medo. Preserve sua intimidade e a de seu filho e não ligue para palpites e falatórios. No momento certo, você e seu bebê saberão se chegou a hora de iniciar o desmame. Basta um dos dois se desinteressar. Aí começa uma outra história. Fortalecidos pela memória de um vínculo tão poderoso, vocês estarão aptos a encontrar outros caminhos que lavam ao amor e à intimidade.

 

Amamentação no segundo ano de vida – % das necessidades diárias fornecidas por 500 ml de leite materno
31% – ENERGIA
38% – PROTEINA
45% – VITAMINA A
95% – VITAMINA C

Fonte: Revista Babies, por Mariana Woj
Foto: Banco de Imagem

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