Autoestima: como desenvolver essa qualidade na vida do seu filho

Em três passos você pode começar a plantar essa “árvore” que dará ótimos frutos

Ensine seu filho a amar a si mesmo (Foto: iStock)

Positivo, maduro, corajoso, proativo. Toda família sonha em ter um filho com todas essas qualidades. Que não tenha medo de enfrentar desafios, que queira conhecer e explorar o mundo, que vá bem na escola e que, quando encontrar uma dificuldade à frente, saiba lidar com ela. Tudo isso mergulha no que chamamos de autoestima.

A autoestima vem da auto imagem, a forma como nos vemos como pessoa. Nas crianças, essas características começam a surgir desde cedo, mas os pais têm um grande papel na hora desse desenvolvimento.

Segundo a psicóloga Eliza Guerra, filha de Clauristina e José Carlos, é através das nossas primeiras relações, com pais, progenitores, cuidadores e até os primeiros professores que desenvolvemos a auto imagem — a forma como passamos a nos conhecer e compreender o nosso corpo.

É uma família presente que molda a autoestima do seu filho. Atenção, cuidado e muito carinho é tudo que uma criança precisa para criar uma autoestima boa que vai levar para a vida toda. Mas também basta um deslize para que ela perca a confiança em si mesma.

Parabenize pelas pequenas conquistas! Deixe ela te ajudar! (iStock)

Roberta Bento, pedagoga, especialista em educação e neurociência cognitiva, fundadora do SOS Educação e mãe de Tais, explicou que muito além de um elogio, os pais devem ser autênticos quando parabenizam as crianças pelas suas ações, pois o cérebro é capaz de perceber que aquelas palavras são realmente especiais e significam algo para ela.

“O que a criança vê afeta muito mais do que ela escuta. Pode ter impacto negativo na criança só o comentário verbal, porque pode não ter foco na criança”, explica Roberta. Em vez de dizer apenas “bonito” para o desenho que seu filho for te mostrar, abaixe e fale sobre o quanto ele se dedicou para fazer aquela tarefa, elogie o desenho e parabenize pelo feito. “Fazer comentários sobre o desenho do seu filho é uma injeção de autoestima na criança, completa.

Outro conselho que ela dá é deixar seus filhos participarem das tarefas que são geralmente deixadas para os adultos em casa! Assim, ele consegue se sentir mais importante por fazer tarefas “maiores” e ter sucesso nelas! Sempre acompanhe para que nenhum acidente aconteça!

É você que vai determinar os primeiros passos do seu filho para construir a autoestima. Segundo a neuropediatra Karina Weinmann, filha de Jacira e Hugo, essa necessidade de atenção vem desde a barriga. “O sistema límbico, das emoções, faz com que a gente tenha uma necessidade de ser amada. A primeira pessoa que ela vai querer chamar a atenção é a mãe, pois  a criança acha que é uma extensão dela.”

É claro que toda essa autoestima na criança vai ser muito importante no futuro. De acordo com Roberta, é o autoconhecimento e autoestima da criança que farão ela encarar melhor as relações sociais principalmente na adolescência. “A criança precisa de uma base de autoestima boa para que os relacionamentos sociais não sejam tão impactantes a ponto de levar a autoestima para um nível lá embaixo”.

Converse com seu filho e faça com que ele mesmo chegue a uma solução (Foto: Getty Images)

E na hora da bronca?

Segundo Eliza, a melhor forma de lidar com as malcriações é separar seu filho do comportamento dele. “Explique que o comportamento não foi aceitável naquela hora, mas não fale de forma negativa sobre a criança. Se ela faz uma bagunça, você precisa explicar que não é o momento para aquilo, em vez de apenas chamá-la de bagunceira.” Isso por que a criança precisa entender o que fez de errado, mas às vezes ela não consegue enxergar o problema no erro, explica Roberta.

Segundo a educadora, os pais devem incentivar as crianças não só a entender o erro, mas também procurar formas de resolvê-lo. Pense na seguinte situação: seu filho morde um colega da escola. Você deve conversar para que ele entenda o que fez e procure soluções para o problema. Assim que ele decidir, acompanhe seu filho para que ele peça desculpa. “A criança sai com a autoestima aumentada dessa situação, porque descobre que pode consertar alguma coisa errada que fez. A criança se sente empoderada”.

Frustração

A autoestima é extremamente importante para que as pessoas saibam lidar com a frustração. Você sabe bem que crescer não é fácil, mas se na infância a criança for criada com uma autoestima elevada, será mais fácil lidar com as pedras no caminho no futuro.

“É importante ela ter autoestima para ser feliz, livre. Se ela sofre quando está em uma adversidade, poderá enxergar a luz no fim do túnel. Baixa autoestima gera autopiedade, a pessoa não vai atrás da solução”, explica Karina Weinmann.

Para isso, você e sua família não devem ter medo dos sentimentos. Não deve ver problema em se sentir tristeza ou frustração. Isso é extremamente importante para a criança entender que não tem problema em errar e se sentir mal por isso. “Ele precisa aprender a lidar com a frustração”, explicou Roberta.

Prova isso é que crianças mimadas geralmente têm baixa-autoestima. Fazer tudo pelos filhos, dar todos os presentes e resolver os problemas de uma criança acaba tendo um efeito reverso. A gente sabe que não é por mal e você imagina que está oferecendo o melhor ao seu filho. Mas se feitas em exagero, essas atitudes acabam passando a mensagem de que a criança não é capaz de lidar com os fracassos e dificuldades. 

“A criança acredita nisso e cresce com a autoestima baixa. A importância de não mimar uma criança é que só dando limites você vai conseguir demonstrar que você acredita que ela é capaz de lidar com situações e frustrações”. Segundo Eliza Guerra, crianças mimadas não passam por um processo importante do crescimento, onde aprende muito sobre a vida. “Ela entende que não tem a capacidade de conquistar nada, tudo vai vir dos pais, ela não passa por processos onde testa esses recursos, desenvolve.”

Como desenvolver a autoestima?

A psicóloga Eliza Guerra explicou para a gente o que você deve fazer para ajudar seu filho a desenvolverem autoestima! E o melhor de tudo é que não exige equipamentos os regras, mas sim amor e compreensão.

1° – É importante que a relação seja de amor e carinho: Demonstrar afeto. Quando a criança percebe que o outro a ama, ela desenvolve o valor próprio e vai entender que é amada e também pode ser amada. Mesmo que tenha falhas, ela entende que é aceita e amada, não se avalia de forma negativa. Tenha um interesse no universo dela. O que fizeram na escola, como está a relação com os colegas, não como um controle, mas para se sentirem seguros. Precisa ter um interesse genuíno e positivo no desenvolvimento dela. 

2° – Encorajar a enfrentar as limitações e medo: “Quando sente que é encorajada, ela vê que as pessoas confiam nela para fazer as coisas, vê que os pais acreditam nela.”

3° – Limites e regras: “Crie um espaço onde as crianças se organizam e se sentem seguras, sabem até onde podem ir, criam senso de autoestima e autonomia. Com o cuidado, os limites, ela se sente cuidada, ela cresce sabendo se cuidar, vai ter amor próprio. Não tenham controle total, pois é importante conquistar as liberdades para perceber que tem capacidade”.

Fonte do Site: www.paisefilhos.uol.com.br

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