Desafie-se a não limitar seu bebê

A sociedade, o mercado de trabalho, o ensino superior, o futuro… Cada vez mais se espera, até exige, pessoas criativas, profissionais pró-ativos, capazes de geri e solucionar problemas, que relacionem e se comuniquem muito bem. No entanto, a educação básica permanece em moldes tradicionais, estranhada em transmitir conhecimentos de maneira distante aos seus usos, ignorando as vivencias e interesses dos alunos, podando sua criatividade, sua iniciativa, visando controle e obediência, boa classificação em exames.

Algumas vezes, nós pais e mães, não nos damos conta do quanto até em nossas casas limitamos nossas crianças. O senso comum, a educação que recebemos e os palpites e olhares que nos assombram nos fazem crer que manter uma criança quieta é mais importante que ouvi-la; que crianças precisam esperar, pedir, não mexer, obedecer e obedecer mesmo que nem estendam o porquê, ou se quer tenham inteligência emocional, capacidade cognitiva para o autocontrole. Então, nos frustramos! Nossos filhos parecem terríveis, e os textos na internet dizem que é uma fase, agarramo-nos a esta esperança, mas os aniversariantes passam e a criança continua desafiadora. Epa!

Não vou adiante, vamos parar agora mesmo e observar por outro ângulo? O bebê chegou e tem o mundo a descobrir, ele precisa de colo, de referência, de segurança, mas precisa de espaço, de horizontes para observar, objetos de materiais diferentes, com texturas, temperaturas, densidades e volumes diversos. Não precisa de excesso de estímulos, ou corresponder a metas rígidas – nem de peso, altura, desenvolvimento, interação, precisa ter seu ritmo respeitado, sua personalidade acolhida e seus interesses ampliados.

Na fase seguinte, engatinhando a princípio, depois andando e por fim falando, a iniciativa da criança, inicialmente até valorizada, começa a ser motivo de preocupação. Mexer em tudo, ir e voltar, abrir, fechar, questionar são importantíssimos para explorar e descobrir o mundo! A criança de 1 ano, de 18 meses ou de 2 anos não é terrível, não é agitada demais, ela é curiosa. A criança não está testando você, ela está se desafiando, descobrindo seu espaço, conhecendo os limites de sua liberdade.

É preciso dar liberdade! A criança necessita de espaço mesmo. Então, vamos regar sua iniciativa, possibilitar sua autonomia, institui-la com respeito, de forma positiva, construtiva, ser presença que não limita, mas acolhe, apoia, admira. Intenso viver assim? Muito! Cansativo mesmo, no entanto é o caminho para o mundo que queremos, para o futuro brilhante que suas famílias desejam aos seus pequenos.

Nesta altura você deve estar se perguntando, mas e a escola? De maneira geral, ainda tem muito a mudar, como sociedade começa com a gente, fomentando conhecimento, exigindo novos parâmetros, apresentando outros critérios para avaliar a qualidade das instituições (para além de brinquedos de marca, portões coloridos e portfólios que não correspondem às habilidades artísticas de uma criança) e escolha a qual confiar seu(sua) filho(a).

Fonte: Revista Babies 

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