Pais e amamentação

Antes de o bebê nascer, muitos futuros pais dizem categoricamente que vão querer que as mulheres não só amamentem os filhos, mas que também o façam pelo maior tempo possível. E, levando-se em conta todos os benefícios do leite materno, por que não fazer isso mesmo?

Depois que o bebê nasce, no entanto, com a realidade da coisa, o apoio pode diminuir, já que na prática os pais acabam se sentindo deixados de lado no processo.
Vantagens do aleitamento materno

A amamentação no peito é a ideal para os bebês. O leite materno contém uma perfeita combinação de nutrientes. Crianças alimentadas com o leite materno têm tendência bem menor a desenvolver alergias a certas comidas, além de doenças respiratórias e intestinais, se comparadas às alimentadas com fórmula láctea (os preparados industrializados em pó que imitam o leite). Também correm menos risco de se tornar obesas quando adultas. O leite materno transmite ao bebê a imunidade da mãe contra muitas doenças.
A amamentação não requer preparação especial. Não há mamadeiras para lavar, esterilizar ou esquentar.
O leite materno é gratuito, enquanto as fórmulas de leite para bebês não são nada baratas.
O leite materno não acaba “de repente”, obrigando você a sair correndo para comprar mais.
A amamentação é benéfica para a saúde da mãe e ajuda a criar laços afetivos com o bebê.
O cocô dos bebês alimentados com leite materno tende a ter um cheiro melhor, quase doce.

Como lidar com os sentimentos dúbios sobre a amamentação do bebê
É inevitável que o aleitamento materno exclusivo crie uma relação diferente entre a mãe e o bebê, comparando-se a crianças cuja alimentação seja compartilhada pelos pais. A experiência pode provocar alguns dos sentimentos a seguir em você, pai:

“Acho que vai ser mais difícil para mim criar elos e desenvolver um relacionamento com a criança.”
“Nada que eu faça nunca vai ser tão bom quanto o seio materno.”
“Quem é essa criaturinha que se “instalou” entre mim e a minha mulher?”
“Não vejo a hora que ele pare de mamar no peito, quem sabe aí terei alguma graça para o meu filho?”
“Mulheres são feitas para cuidar de bebês: elas amamentam e têm habilidades naturais para isso. Eu não tenho tanto ‘talento’ para a tarefa quanto a minha mulher.”

Seis estratégias para participar da vida do bebê
Pesquisas com futuros pais e pais recentes mostram que eles consideram a alimentação o aspecto mais importante dos cuidados com um bebê. Não há dúvidas de que, se a mulher amamenta, o homem fica com uma certa desvantagem nesse quesito. Não há por que achar, porém, que, só porque ela tem o controle dos seios e da comida que está dentro deles, não sobra mais nada para o pai fazer. É possível, sim, participar bastante da vida de um bebê pequeno. Veja como:

Procure passar momentos sozinho com o bebê, em que faça atividades envolvendo o contato da pele. Troque fraldas, nine o bebê, coloque-o para dormir, dê banho ou leia livrinhos com a criança aconchegada no seu peito. Quanto mais momentos como esses você tiver, mais confiança terá em suas habilidades de pai.
Saia de casa com o bebê, leve-o para dar voltas no carrinho ou aconchegado em um “canguru” bem coladinho a você.
Seja atencioso com sua parceira. Assuma tarefas que geralmente ficam por conta dela. Lembre-se de que, no início, a amamentação pode ser um trabalho duro. Pesquisas mostram que, quanto maior o apoio ao aleitamento por parte dos homens, mais tempo as mulheres dão de mamar.
Converse com sua parceira sobre a possibilidade de dar leite materno em uma mamadeira. Ela pode tirar o leite manualmente ou com uma bombinha, e você pode dá-lo ao bebê num copinho ou numa mamadeira. Caso optem pela mamadeira com o leite materno, esperem algumas semanas para que o bebê já esteja bem acostumado a mamar no peito.
Tente não se magoar se o bebê não demonstrar interesse por mamar em uma mamadeira dada por você. Como os bicos das mamadeiras têm formatos tão diferentes, pode ser que vocês tenham que experimentar com alguns até encontrar o ideal para o seu filho.
Seja paciente se sua parceira tiver menos desejo sexual do que antes de o bebê nascer. Imagine alguém subindo e descendo pelo seu corpo e ainda por cima sugando seu peito cinco ou seis vezes por dia. Não é de estranhar que ela tenha menos vontade de compartilhar o corpo com mais alguém. A amamentação pode também afetar a penetração, já que as mulheres, nessa fase, produzem menor quantidade do hormônio responsável pela lubrificação vaginal. Sem lubrificação, o ato sexual pode ficar dolorido. Tenha paciência e invista em um bom lubrificante à base de água para ver se ajuda.

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