Estudo relaciona Bisfenol A ao aborto espontâneo

Grávidas com alto nível da substância no sangue apresentaram 80% mais riscos de sofrer um aborto. Veja como evitar o contato com o Bisfenol A

Desde o fim de 2011, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o uso da substância Bisfenol A (BPA) – que faz parte da composição de produtos plásticos – em mamadeiras e chupetas no Brasil. O composto, empregado para conferir maior resistência aos produtos, está por trás de inúmeras doenças, como obesidade, câncer, puberdade precoce, infertilidade e problemas de comportamento. Foi descoberto que o Bisfenol A, ao ser absorvido, tem uma ação que simula a de hormônios, explica o obstetra Anderson Nascimento, do Hospital Beficência Portuguesa (SP).

Apesar da proibição em artigos para bebês, o Bisfenol A ainda pode ser encontrado em potes plásticos e outras embalagens. Um estudo norte-americano realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, Universidade de Missouri e da Universidade da Califórnia analisaram amostras de sangue de 115 grávidas, com histórico de aborto espontâneo e infertilidade, e revelou que as mulheres com maior nível de BPA sanguíneo tinham 80% mais probabilidade de abortar espontaneamente.

No entanto, apesar das evidências iniciais, ainda é cedo para afirmar que o Bisfenol A seria o único responsável. São necessários mais estudos que confirmem essa associação. Pelo sim, pelo não, o melhor é que as grávidas evitem ao máximo usar produtos que possam conter BPA, assim como os recém-nascidos, cujo fígado ainda é incapaz de filtrar essas substâncias, avisa Nascimento.
Como evitar o Bisfenol A

– O Bisfenol A está presente principalmente em potes e embalagens de plástico, e até no interior de latas. Por isso, dê preferência a produtos de vidro ou polipropileno. Vale ressaltar que as embalagens amassadas ou danificadas são propensas a desprender material tóxico.

– A substância é liberada com calor ou atrito, por isso, tome cuidado na hora de lavar um recipiente plástico, por exemplo.

– Evite esquentar comidas no micro-ondas ainda no pote. Alimentos congelados nesses recipientes também podem desprender a substância. As empresas de embalagens plásticas argumentam que a quantidade de BPA liberada nesses casos não representa risco, mas estudos médicos sugerem o contrário, alerta Nascimento.

– Na hora de comprar produtos para os bebês, procure pelo símbolo Bisfenol free ou BPA free. Como no Brasil os produtores não são obrigados a colocá-los nas embalagens, outra dica é observar se eles contêm o símbolo de reciclagem com o número 3 ou 7, indicando produtos de policarbonato que, em sua maioria, apresentam Bisfenol A.

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