Palpite tem limite

231-intromissao-criacao-dos-filhosA mãe, a sogra, a vizinha e até a ilustre desconhecida no elevador vão ter algo a dizer sobre a sua gravidez. Reunimos respostas bem-humoradas para neutralizar os efeitos do bombardeio de opiniões

Hum, essa barriga redonda…Tem certeza de que é menino?

Adivinhar o sexo do bebê (independentemente do que mostra o ultrassom) é tão clássico quanto apostar em bolão de final de Copa do Mundo. E cada pessoa vai ter uma opinião diferente: barriga redonda é menina; pontuda, menino… ou vice-versa. “Nada a ver! Minhas três barrigas foram todas iguais”, diz a chef de cozinha Mayra Abbondanza Abucha, de São Paulo. O jogo de loteria com o seu filho faz você perder a paciência? Célia Leão, consultora de etiqueta, de São Paulo, entrega a resposta certa: “Não faz diferença. Qualquer que seja o sexo, essa criança é bem-vinda e amada”.

Não são gêmeos mesmo?

“Essa já me fizeram! Quase respondi: ‘Não quer entrar para checar?’ ”, lembra Mayra. Se preferir uma atitude mais low profile, um sorriso amarelo e silêncio bastam.

Já no sétimo mês? A sua barriga está tão pequena!

Sinta-se uma felizarda, já que o comentário pode camuflar um elogio à sua silhueta esguia. Não há motivo para colecionar mais essa encucação na reta final. Se o obstetra garantiu que está tudo bem com o bebê, acredite e comemore!

Ainda não sentiu mexer? Que estranho…

“Quem tiver coragem de dizer isso a uma grávida merece ficar sem resposta! Eu olharia firme e fixamente para a pessoa e mudaria de assunto”, sugere Célia.

Xi, você não vai conseguir amamentar…

Será que a pessoa é vidente para dar um diagnóstico desses? Só piora se emendar com recomendações do tipo: “Tem que tomar sol nas mamas para não racharem”…“A fórmula: ‘Sigo o que manda o obstetra’ é um bom mantra para lidar com conselhos invasivos”, ensina a psicóloga Isabel Gonçalves, de São Paulo.

Como você está pesada!

“Comentar quanto a grávida engordou devia ser proibido por lei. Afinal, ninguém tem nada com isso”, afirma Mayra. Tente não se irritar. Como diz Célia, grávida e clima são assuntos de quem não tem do que falar. Limite-se a uma resposta curta – “verdade”,“tem razão”, “pode deixar” – e corte a conversa.

Olha, se não nascer loiro de olho azul, vai ser filho do padeiro

Não existe comentário mais equivocado, mas há quem o faça. “Quando nasceram meus gêmeos, Daniel e Rafael, eles eram a versão morena do pai, mas com olhinhos puxados. Um parente foi me visitar na maternidade e, depois de olhar os bebês, exclamou: ‘Nossa, parecem filhos de japonês!’ Tem cabimento fazer uma observação dessas? Respondi que o tintureiro não saía lá de casa…”, conta a atriz Mayara de Castro, que interpreta a peça e escreve o blog Filhos Não Vêm com Manual (filhosnaovemcommanual.blogspot.com).

A mala da maternidade ainda não está pronta?

Já não basta a própria ansiedade de querer fazer tudo per-fei-to: separar as roupinhas, entonando as cores de body, calça e meia, colocar cada muda num envelope de pano, organizar em detalhes a mala especialmente comprada para a ocasião… “Seja qual for o motivo da demora, não precisa se explicar. Saia com algo do tipo: ‘Em caso de emergência, meu marido é expert em arrumação’ ou: ‘Qualquer coisa, compro tudo na maternidade’ ”, sugere Célia.

Não fica irritada, querida… Faz mal para o bebê!

Só de ouvir essa observação, o mau humor triplica.“Pior quando o marido fala que você está irritada porque está grávida…”, confessa Mayra. Respire, respire, respire (pode ser cachorrinho).

Já está economizando para as fraldas?

Na 30a vez em que ouvir essa “piada”, ela perde a graça (embora seja verdade – haja fralda!). “Pois é, acredita que até a escola já está paga?”, diria Célia.

Não fez chá de bebê?

Você pode brincar, dizendo que já comprou o enxoval todo em Miami ou que seu bebê vai herdar tudo do primo ou do irmão mais velho. Não precisa entrar em detalhes nem explicar se gosta ou não dessas reuniões.

Aproveita para dormir!

Apesar de você estar in love com a barriga e nenhuma previsão pessimista ser capaz de atrapalhar o romance, esse é um conselho que vale a pena escutar e responder com um “tem razão”. Pena que não dê para acumular horas extras de sono para o saldo estar positivo quando o bebê nascer. Por isso, curta a gestação, aproveite para relaxar(dormindo ou fazendo o que mais gosta) e combine desde já um bem-bolado com o marido para as futuras madrugadas na poltrona de amamentação.

Vai tentar parto normal, né?

Essa pergunta é clássica. Pior que você não tem muita saída: se falar que a cesárea já está marcada, vai ter que lidar com a expressão de espanto do interlocutor. Se disser que parto normal é sua opção custe o que custar, poderá enxergar a dor no rosto dele. “Muito chata essa cobrança”, afirma Mayra, que passou por três partos normais. O jeito é fazer cara de paisagem e jogar a responsabilidade para o médico ou diretamente para o Todo-Poderoso: “Seja o que Deus quiser!”

Samanta? Ih, o apelido dela vai ser jamanta…

Bianca, Caio, Sofia, Denis… Seja qual for o nome pretendido sempre aparece um engraçadinho para encontrar algum apelido bobo ou fazer uma rima infame. Uma risada irônica deve dar um jeito na situação. Afinal, o filho é seu e ninguém tem nada a ver com as suas preferências (a menos que você tenha escolhido Hypotenusa… que existe!).

Não muda o tamanho do sutiã que o peito cai, viu?

“Desculpa, mas não vai dar para ficar sem respirar por nove meses”, brinca Célia. Um sutiã um tamanho maior com boa sustentação vai deixar os seios mais bonitos do que um PP esmagando a comissão de frente. Além disso, você tem uma ótima desculpa para comprar lingerie nova. Quer argumento melhor?

Você não vai ser daquelas que vivem de pijama, depois que o bebê nascer, né?

Nas primeiras semanas, por que não? É o tempo para se acostumar com a nova rotina e as demandas do seu filho. E, se você se sentir melhor de pijama… O que interessa é o seu bem-estar e o do pequeno.

Agora, na reta final, o momento mais caliente a dois será dormir de conchinha.

“Que falta de imaginação!”, seria a resposta de Célia. Precisa de mais detalhes?

Você tomando café?

Assim como a barriga, também o cardápio da grávida vira domínio público. Café, refrigerante, adoçante são criticados… Erva-doce, gengibre, camomila fazem bem… “Apesar de a maioria das afirmações ser crendice, se o comentário vier da mãe ou da avó, eu não retrucaria. Essa troca traz proximidade em um momento especial”, diz Mayara. E é claro que você não precisa acatar o conselho.

Fonte: http://bebe.abril.com.br/materia/palpite-tem-limite

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