O ultrassom pode errar o sexo do bebê?

Sim, a ultrassonagrafia pode indicar errado o sexo do bebê, especialmente nos meses iniciais da gravidez. O primeiro ultrassom, feito ao redor da 13a semana, não consegue confirmar o sexo do bebê, porque nesta fase da gestação a criança ainda não tem a genitália formada.

O que se vê é uma estrutura chamada apêndice fetal, a qual, dependendo da posição em relação ao tronco do bebê, sugere que seja menina ou menino. Mas esta informação pode ter 20% de erro.

A partir de 16 semanas completas de gestação, os órgãos sexuais estão desenvolvidos, e, se o bebê colaborar na posição, o aparelho for bom e o ultrassonografista conseguir ver bem, muitas vezes é possível confirmar o sexo do bebê.

Caso a posição não seja favorável, o ultrassonografista deve avisar que não dá para ter certeza e orientar a gestante a esperar pelo ultrassom de 20 semanas (o chamado ultrassom morfológico).

Uma forma mais rápida (e cara) de definir o sexo do bebê é o exame de sexagem fetal, baseado na detecção do cromossomo Y no sangue materno. Se ele estiver presente, o bebê é um menino, se não, é uma menina.

Com 9 semanas completas de gravidez, o acerto teórico da sexagem fetal é de 99%. Para o exame ser válido, ele é cercado de cuidados para que nenhuma célula masculina externa entre em contato com a amostra de sangue materno. Os laboratórios costumam utilizar apenas funcionárias mulheres para a execução do exame, desde a coleta até o manuseio da máquina.

De acordo com o laboratório Fleury, um dos que realizam o exame, gestações anteriores de menino não influem no resultado, porque o DNA do feto não permanece no sangue da mãe. Mas, numa gravidez de gêmeos, o resultado não é definitivo: ele indica apenas se há ou não algum menino entre os bebês.

O único caminho realmente garantido para descobrir o sexo do bebê antes do parto é a retirada de material do bebê para avaliação do cariótipo (cromossomos do bebê), através de uma cordocentese ou biópsia de vilo corial. No entanto, o risco que esses testes trazem à gestação não justificam que sejam feitos apenas com a finalidade de detecção do sexo, e sim se houver a intenção de pesquisa de doenças genéticas.

Fonte: http://brasil.babycenter.com/x25005621/o-ultrassom-pode-errar-o-sexo-do-beb%C3%AA

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