Cuidados com a alergia alimentar em crianças

O sistema imunológico é a nossa rede de defesa, protegendo nosso corpo contra toxinas, vírus e bactérias. Às vezes, nossas defesas podem confundir algo inofensivo com algo potencialmente perigoso e desencadear uma reação imunológica desnecessária, chamada reação alérgica.
Kiwi

A alergia pode ser ocasionada pela hipersensibilidade a muitas substâncias diferentes, e para algumas pessoas, os alimentos é que são os vilões. Como a maior parte das alergias alimentares é detectada ainda na infância, os pais devem prestar atenção a qualquer reação anormal em seus filhos após uma refeição.

De acordo com a Dra. Renata Cocco, pediatra e alergista do Einstein, algumas das reações alérgicas são mais imediatas e fáceis de notar, como a vermelhidão na pele, mas muitos sintomas podem ficar ocultos: Alterações de hábitos intestinais, como diarreia, presença de sangue ou muco nas fezes e dor abdominal podem ser sintomas de alergia alimentar e os pais devem prestar atenção se isso acontece com seus filhos, diz a médica.

Durante a infância, os principais alimentos alergênicos (que causam alergia) são o leite e seus derivados, ovos, soja e trigo. Mas não são os únicos. Por estarem recentemente fazendo cada vez mais parte da dieta das crianças e serem novidades na nossa cultura, alguns alimentos têm causado cada vez mais alergia, como o kiwi e o gergelim, afirma a pediatra.

A demora em detectar uma alergia alimentar pode causar problemas graves. Nas reações mais imediatas, algumas alergias causam sérios problemas, como o choque anafilático, que é mortal se não for imediatamente tratado. Em outros casos não detectados, a alergia começa a danificar o aparelho digestivo da criança, podendo causar quadros de desnutrição prolongada e alterações corporais como queda de cabelo, problemas de pele, entre outras coisas, alerta a Dra. Renata.

Apenas uma consulta bem detalhada com um especialista garante o diagnóstico de uma alergia alimentar, pois em muitos casos as alergias não são descobertas por exames laboratoriais.

A maioria das alergias é curável e não ultrapassa a infância, mas ainda assim deve ser acompanhada de perto pelos pais e especialistas desde o início dos sintomas. Uma dica importante da Dra. Renata é que não se deve pensar apenas em mudanças de dieta.Restringir o alérgeno da vida da criança não pode ficar só na questão do alimento. Os pais precisam prestar atenção em outros tipos de produto que levam o ingrediente, como os derivados de leite, e outros tipos de produtos, como hidratantes ou remédios, que podem possuir a mesma substância em sua composição, alerta a médica.

Diferença entre intoxicação, intolerância e alergia

A intoxicação, a intolerância e a alergia alimentar podem apresentar os mesmos sintomas, mas possuem causas bastante diferentes. Apenas um especialista consegue saber qual é o problema através de alguns exames. Saiba qual a diferença entre eles:

Intoxicação alimentar: quando ingerimos alimentos contaminados por microorganismos ou produtos químicos tóxicos, passamos por uma intoxicação.
Intolerância alimentar: nesse caso, o organismo é incapaz de metabolizar o alimento, seja pela falta ou pela deficiência de algumas enzimas que digerem nossa comida. A intolerância pode ser congênita ou adquirida.

Alergia alimentar: aqui o nosso sistema imunológico se volta contra alguma substância presente no alimento, causando uma resposta que pode variar de grau de intensidade. As alergias podem apresentar sintomas leves como uma vermelhidão na pele ou outros mais graves, como o edema de glote, que pode ser fatal.

Fonte: Einstein.br

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