Rouquidão no peito do bebe!!

Nem todo chiado no peito é asma

O peito do seu filho está chiando? Ou seu bebê está com chiado no nariz? Calma, não vá já concluindo que ele tem asma. Quadros de infecções do trato respiratório superior ou até resfriados podem provocar esses barulhinhos em bebês menores, já que as vias aéreas ainda são bem pequenas. Esses sons peitorais são bastante comuns nos primeiros anos de vida, e não querem dizer que a criança vá ter asma no futuro.

A asma é uma inflamação crônica dos pulmões e das vias aéreas (os canais que levam e retiram o ar dos pulmões). Esse processo inflamatório faz com que os brônquios e bronquíolos se estreitem e provocam o “espasmo” da musculatura. Por isso o chiado também é chamado de “broncoespasmo”.

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O estreitamento, para o qual contribuem as secreções (catarro), obstrui a passagem do ar durante a respiração, e o resultado é que a pessoa tem dificuldade para respirar, fica “cansada” e arfante.

Se o chiado ou rouquidão em bebê ocorre com frequência, sem que haja um resfriado, e se for deflagrado por esforços, mudanças no clima ou exposição a algum potencial causador de alergia (pó, substância química, alimento), então é melhor mesmo consultar o pediatra, porque pode ser asma.

Quais as causas da asma?
Em grande parte dos adultos e das crianças, a asma é uma reação a um agente externo, como fumaça de cigarro, pêlo de animais, mofo, ácaros ou pólen embora infecções respiratórias e exercícios físicos no frio também possam deflagrar um ataque. Assim como em outras alergias, esses fatores externos estimulam os anticorpos IgE a produzir histamina e outras substâncias químicas, resultando no broncoespasmo.

O que distingue a asma de outras doenças alérgicas é que essas reações químicas acontecem especificamente nos pulmões. As substâncias liberadas pelos anticorpos incham as paredes pulmonares e contraem os músculos das vias aéreas, além de produzir muco. Com isso, o bebê pode ficar com a respiração acelerada, além de tosse e o famoso (e temido) chiado no peito.

Há fatores de risco para a asma?
Filhos de pais e/ou mães fumantes têm quase três vezes mais chances de apresentar reações asmáticas, o que não quer dizer que a genética também não tenha influência. Crianças com pai ou mãe asmático desenvolvem asma em um proporção de três a seis vezes maior do que as que não têm asma na família. Morar em grandes centros urbanos ou em áreas com condições de habitação precárias também parece deixar as crianças mais vulneráveis à doença.

Quando já há histórico de alergia na família, o ideal é evitar ao máximo a exposição da criança a possíveis alérgenos, para que ela não fique sensibilizada cedo demais por essas substâncias, o que eleva o risco de asma e outras alergias, respiratórias ou não.

É comum crianças terem asma?
Asma é a doença crônica infantil grave mais comum que existe e, no Brasil, a terceira causa mais frequente de hospitalização de crianças e jovens no sistema público de saúde. Entre 50 e 80 por cento das crianças com asma apresentam os sintomas antes de completar 5 anos.

Como vou saber se meu filho é asmático?
Não tem como você saber sozinha. Você precisará de uma opinião médica. A asma pode ser difícil de diagnosticar em crianças menores de 2 anos, já que outros fatores que não a doença podem causar chiados e a chamada sibilância no peito. Na verdade, infecções respiratórias virais são provavelmente a causa mais comum desses sons no peito de bebês, que acabam sendo chamados de “chiadores”.

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A rouquidão em bebê é acompanhada com atenção pelos pediatras, para que ao primeiro sinal da asma genuína eles possam ser tratados.

Fique alerta se seu filho tosse com frequência e tem alergias ou dermatite e se a sua família tem histórico de asma, alergias ou eczema (especialmente se você e seu companheiro tiverem). Os sintomas tendem a ser piores durante a noite.

O pediatra usará essas informações, além do exame clínico, para chegar a um diagnóstico.

Existe cura para a asma?
Infelizmente, a asma é uma doença crônica e não há cura ainda. No entanto, ela pode ser bem controlada através de remédios recomendados pelo médico e com providências que reduzam, sempre que possível, a exposição aos fatores que a provocam ou agravam.

De modo geral, a asma dura a vida toda, embora a frequência e a gravidade dos sintomas possam mudar à medida que a criança cresce. A boa notícia é que grande parte das crianças pára de chiar conforme vão ficando mais velhas, mesmo que haja evidentemente um fator alérgico. Nessas crianças, os sintomas podem ir embora de vez ou então virar outro tipo de alergia respiratória mais amena, como a rinite alérgica.

O acompanhamento médico seguido de um tratamento possibilitará que seu filho conviva com a asma e possa correr, nadar e brincar como qualquer outra criança. A maioria das crianças com asma chega à fase adulta saudável, sem mais problemas, desde que o tratamento seja seguido.

Esta é uma fase que a criança merece muita atenção e cuidado, e para lhe ajudar nesta etapa indicamos o uso da babá eletrônica no quarto do bebê pois assim se ficará mais segura(o) em quanto ela dorme ou está em outro comodo da casa.

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Fonte: Babycenter

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