Guia do Bebê

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– Recém nascido:  ao nascer, o bebê ouve bem e enxerga mal. Brinquedos e frases estimulam os sentidos dele

Nesse comecinho de vida a visão é o menos desenvolvido dos cinco sentidos do bebê, afinal, ela não foi exigida durante o período da gestação. Ele enxerga tudo embaçado e não distingue o contorno do rosto da mãe ou de objetos distantes, pois é míope. Seu olhar é atraído apenas por cores e movimentos. Já a audição é bem definida, uma vez que o feto ouve a voz da mãe desde o quinto mês de gestação – consequentemente, logo nos três primeiros dias após o nascimento, o recém-nascido já pode reconhecê-la. Soluços são comuns: sinal de frio ou de que o bebê está engolindo ar enquanto mama. É importante colocá-lo para arrotar. A musculatura é pouco desenvolvida e os reflexos, involuntários.

Neste primeiro mês, ao tomar um susto, muitas vezes o bebê abre e balança os braços, como uma borboleta que bate as asas. São 28 dias em que ele vai praticamente dormir e mamar, enquanto seu corpinho ganha força e a visão do mundo vai ficando mais nítida.

Dica do especialista: Estímulos visuais e sonoros são bem-vindos. Móbiles coloridos e sonoros e conversas ao pé do ouvido ajudam o recém-nascido a desenvolver a visão. Diga palavras positivas, como “Você é lindo, amado e forte”. Mesmo sem entender, é um recado que fica registrado no inconsciente da criança.

–  Aos 2 meses, o bebê aprende a aprender a segurar objetos. Veja como protegê-lo de acidentes

A percepção do bebê está cada vez mais aguçada. Ele começa a abrir os dedos e descobrir as mãozinhas. É provável que passe um tempão olhando para as próprias mãos e mexendo os dedinhos. Logo, começa a agarrar os objetos e levá-los à boca – outra grande novidade desse período. Neste mês, a boca do bebê é uma das maneiras que o ajuda a conhecer o mundo. Ele ainda não leva os pés à boca, mas adora saborear as mãozinhas, juntamente com brinquedinhos de textura macia que consegue pegar.

A coluna está mais firme. Mais perto do próximo mês o bebê já consegue erguer bem a cabeça, o tronco, esticar os bracinhos e girar a cabeça à procura de objetos coloridos ou sons conhecidos. E começa a descobrir o som da própria voz, em balbucios, como se respondesse quando alguém fala com ele.

Dica do especialista: Escolha bem os brinquedos que o bebê leva à boca. Eles devem ser macios, de borracha, atóxicos e antialérgicos. E nada de peças pequenininhas, que ele poderia engolir.
– Aos 4 meses, o bebê aprende a rolar e observa os pais conversando. Saiba como estimulá-lo

O bebê começa a fazer imitações, principalmente dos movimentos relacionados à boca, ou seja, seus olhos estão bastante voltados ao comportamento oral dos pais. É bem provável que ele se torne um grande “conversador”, bastante sociável e atento a tudo o que diz respeito aos pais e outras pessoas próximas.Neste período, sua musculatura já está mais desenvolvida e ele consegue inclusive levar os pés à boca. Rolar para os lados e sentar com ajuda de algum apoio também são características típicas do mês.

Dica do especialista: Brincadeiras que estimulem o bebê a rolar para os lados são indicadas neste período. Estire um tecido no chão e divirta-se; ele certamente vai soltar muitas gargalhadas.
– A audição do bebê está mais apurada aos 5 meses de vida: ele se distrai e se acalma com barulhos suaves e cantigas
Não estranhe se a criança começar a morder objetos e o próprio seio na hora da amamentação. O comportamento é uma forma de comunicação que o bebê encontra por ainda não dominar a linguagem: é a expressão da insatisfação, da brincadeira ou da alegria.Isso não necessariamente tem a ver com o surgimento dos primeiros dentinhos, visto que os mesmos podem começar a aparecer tanto no terceiro quanto no décimo segundo mês – depende de cada criança. Em geral, os dentes do bebê surgem mais ou menos na mesma época em que surgiram os primeiros dentinhos de seus pais.
Dica do especialista:  A audição do bebê está mais acurada e ele tem capacidade de reconhecer o próprio nome. Para distrai-lo em situações de cansaço, balançar um molho de chaves, cantar uma cantiga ou bater palmas são ótimas opções.
– Saiba como oferecer outros alimentos – além do leito materno – ao seu bebê de 6 meses

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, no sexto mês o bebê já pode começar gradativamente a ingerir outros alimentos, como frutas, legumes, verduras e cereais, além do leite materno.Para descobrir se a criança já está pronta para comer, preste atenção se ela já consegue ficar sentada sem apoio. Isso é sinal de que a musculatura do abdômen já está mais definida e os alimentos, complementares ao leite materno, estão liberados. Os alimentos devem ter uma consistência bem pastosa, pois ainda não há mastigação.

Dica do especialista: Para estimular o vínculo e manter o contato físico entre o bebê e a figura materna na hora da alimentação, ao invés de utilizar talheres, a mãe pode oferecer a comida com as próprias mãos. Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde recomenda que o aleitamento materno seja mantido até o bebê completar dois anos de idade.

– Saiba como desenvolver a mastigação do bebê e leia dicas para combater a constipação intestinal, comum aos 7 meses

Como já consegue ficar sentado sozinho, por volta desta fase o bebê deve começar a apoiar as mãos no chão para se sustentar melhor. Seus ossos e musculatura estão mais rígidos. Geralmente a criança também começa a utilizar o polegar e o dedo indicador para pegar objetos menores, bem como ensaiar “palminhas”. Como no mês anterior os alimentos sólidos entraram no cardápio, procure observar se a mastigação está sendo desenvolvida.

Dica do especialista: Por conta das novidades no cardápio, entre o sexto e o sétimo mês o bebê pode ter episódios de constipação intestinal. Para deixá-lo mais hidratado e minimizar o problema, misture leite materno às papinhas e frutas amassadas.
– Aos 8 meses, brincadeiras ajudam o bebê a engatinhar e se movimentar. Ele também começa a entender o “não”

As brincadeiras de esconder, nessa fase, são as preferidas. O bebê se diverte muito – e os pais também, com as frequentes gargalhadas. O “não” entra em cena, e ele entende. É comum o bebê parar com uma atividade quando a mãe o repreende. Ele começa a perceber que é um ser separado da mãe, e passa a fazer manhas e protestos, como jogar as coisas no chão. Já é capaz de se sentar sozinho, sem apoio, e consegue pegar os brinquedos que estão pertinho, sem cair para frente ou para trás.

Dica do especialista: Deixar o bebê sentadinho, rodeado de brinquedos, é um belo estímulo nessa fase. Logo ele vai tentar sair em busca do que interessa com as próprias pernas – ou seja, engatinhando.

– Com 9 meses, os bebês percebem que são seres separados da mãe. Aprenda a acalmar a criança angustiada

Época de um quadro muito comum e esperado na pediatria: a angústia da separação. É neste período que o bebê compreende que é um ser separado da mãe. Não estranhe se ele ficar mais choroso, sobretudo durante a madrugada, pois não se trata de dor física. Os choros noturnos, geralmente curtos e repetidos, estão relacionados ao medo que a criança sente ao acordar e pensar que a mãe pode não voltar mais. Por conta desta angústia, o bebê pode ficar mais amedrontado diante de estranhos e se alimentar menos. Engatinhar é outra grande novidade. Pensar na melhor estratégia para chegar a um determinado lugar ajuda no desenvolvimento físico e intelectual do bebê. A partir de agora, ele domina a “pinça radial” e consegue pegar objetos bem menores com o polegar e o indicador,

passando a explorar bastante todo o espaço em sua volta. Por isso, pode aprontar alguma arte em um piscar de olhos.

Dica do especialista: É importante que a figura materna acalme o bebê sempre que ele acordar chorando no meio da noite. É desta maneira que a criança compreende que a mãe vai sempre voltar. Também é fundamental os pais dobrarem a atenção, pois esse é o mês em que geralmente acontecem muitos acidentes domésticos. Tampe todas as tomadas e tome cuidado com quinas de móveis e escadas, pois o bebê ainda não tem noção de perigo.
– Aos 10 meses, o bebê elege objetos de estimação geralmente associados à mãe. Entenda esta fase

Depois que passa a entender que é um ser separado da mãe, o bebê geralmente elege alguns “objetos de estimação”, que em geral associa à figura materna. Essa pode ser uma das características principais da fase: um apego repentino a um bichinho de pelúcia, a um determinado pano ou a um brinquedo. Simbolicamente, a criança passa a carregar o objeto consigo, “mantendo a mãe sempre pertinho” quando ele está mais ansioso.

Dica do especialista:  É importante que haja uma triangulação entre mãe, objeto e bebê. Desta forma, a criança vai assimilando e aceitando melhor a ideia de estar, eventualmente, distante da figura materna.

– Aos 11 meses, o bebê quer andar e pequenas quedas são comuns. Saiba como protegê-lo de acidentes

Tudo o que bebê mais quer nessa fase é ficar em pé. Então, ele se apoia em todos os lugares possíveis: na poltrona, na mesinha, na cadeira. É comum a cena em que ele consegue se erguer, mas como ainda não desenvolveu o equilíbrio, cai de bumbum no chão. Esses pequenos tombos, porém, dificilmente apresentam riscos de lesões graves para a criança, uma vez que sua estrutura óssea ainda é pouco rígida e, portanto, o corpo possui maior capacidade de absorver impactos. Além disso, como não tem medo de cair, o bebê mantém a musculatura relaxada e a queda acaba acontecendo de forma mais natural. Vale frisar que estamos falando de pequenos tombos, e não dos que podem ocorrer de superfícies mais altas.

Outra mudança significativa que acontece se refere à percepção visual da criança: se antes ela enxergava tudo do ponto de vista de quem engatinha, em pé seu horizonte se amplia no mínimo 50 centímetros.

Dica do especialista: A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso do andador. Depois que conseguir caminhar, o bebê pode cair com mais frequência, porque o uso do andador não permite a ele desenvolver a musculatura das pernas de maneira adequada.

– Ao completar 1 ano, o bebê já anda e fala. E começa uma nova etapa, cheia de desafios

Se ainda não aconteceu nos meses anteriores, certamente o bebê vai dar os primeiros passinhos agora, ainda que com algum tipo de apoio.
Paralelamente surge a crise da ambivalência, que consiste no desejo de ser independente e na necessidade de ser dependente. Como toda crise de crescimento, isso pode afetar o sono e o apetite do bebê.
A linguagem continua a se desenvolver. Palavrascomo “mamãe” e “água” podem ser as primeiras na fase. Há bebês que começam a caminhar e a falar quase ao mesmo tempo, mas é mais comum que uma função seja dissociada da outra.Agora começa uma nova etapa de desenvolvimento, com mais autonomia e capacidade de comunicação.

Dica do especialista: Estimule o bebê a andar pequenas distâncias. Por exemplo: a mãe o segura pelos bracinhos, enquanto o pai espera à frente. Ao dar alguns passinhos, o bebê vai se sentindo mais seguro para encarar caminhadas mais longas.
fonte imagem>> google.com

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